sábado, 12 de setembro de 2009

Educação de Pessoas Jovens e Adultas


Políticas de alfabetização de jovens e adultos ainda são limitadas na região

Embora tenha tido "avanços importantes" nos últimos anos, o alcance da Educação de Pessoas Jovens e Adultas (EPJA) ainda é limitado e "não dá respostas às populações mais discriminadas". É o que aponta a Declaração pelo Direito à Educação das Pessoas Jovens e Adultas, divulgada ontem (8), Dia Internacional da Alfabetização. A publicação da Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação (CLADE) e do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (CEAAL) destaca a desatenção com "as populações rurais, indígenas e afrodescendentes, migrantes, pessoas em situação de prisão ou com necessidades educativas especiais".


De acordo com o texto, a América Latina e o Caribe ainda carecem de "financiamento, qualidade, institucionalidade e sustentabilidade". O documento denuncia que cerca de 35 milhões de jovens e adultos latino-americanos e caribenhos não sabem ler e escrever. Dentro da mesma faixa etária, 88 milhões não concluíram os estudos primários.

As duas organizações propõem que os governos utilizem, ao menos, 6% de seu PIB (Produto Interno Bruto) com a educação e, desse montante, direcione pelo menos 6% para a EPJA.

Para a CLADE e o CEAAL, ainda é preciso superar - na América Latina e Caribe - os incentivos à educação básica, política adotada nos anos 1990. Deve-se investir em "políticas de atenção para a alfabetização e a educação de pessoas jovens e adultas", apontam. Também é necessário, segundo os organismos, dar visibilidade "tanto aos sistemas educativos, como aos espaços comunitários".

As políticas da EPJA "devem estar articuladas à formação para os direitos humanos e a paz, a cidadania e o trabalho e ao empoderamento das comunidades. Se deve reconhecer, incorporar e respeitar o patrimônio cultural das pessoas jovens e adultas, recuperando seus conhecimentos, representações, expectativas e habilidades assim como seu contexto e suas necessidades", diz o texto.

As duas organizações pedem que os governos reconheçam a contribuição da educação popular para a educação de jovens e adultos. Para elas, o aprendizado no contexto popular promove "relações horizontais e valores como a solidariedade, a justiça, a igualdade e transparência".

A publicação reconhece, no entanto, uma "maior pluralidade e riqueza de experiências, incluindo aquelas que consideram a diversidade lingüística e cultural; a criação e desenvolvimento de redes de educadores de jovens e adultos; bem como a progressiva superação da visão escolarizada".

O texto também propõe salários mais justos e condições mais dignas e propícias de trabalho para os professores que trabalham com a EPJA. Também é necessário "desenhar programas de formação docente em EPJA com enfoques conforme o contexto, idade e necessidades próprias dos setores diferenciados que são atendidos".

Confintea pela primeira vez na América Latina
Pela primeira vez em sua história, a Conferência Internacional de Educação de Pessoas Adultas (Confintea) será realizada em um país latino-americano. A 6ª edição da conferência da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) se realiza de 1º a 4 de dezembro, em Belém, capital do Estado brasileiro do Pará. Esse é o evento internacional mais importante no campo da EPJA.

A CLADE e o CEAAL comemoram o fato de a conferência ocorrer pela primeira vez na América Latina e, mais especificamente, no Brasil, "pátria do educador Paulo Freire", "cujas contribuições são de estimável valor em todo o mundo". Os organismos destacaram o descumprimento das recomendações aprovadas em 1997 pela 5ª Confintea.
* Jornalistas da Adital
Robson Braga

Fui professora de uma turma de EPJA desde fevereiro de 2006, numa turma multiseriada com vinte alunos na antiga Cadeia Pública de Cataguases, que em Julho transformou-se em Penitenciaria.

Apesar de todos estes anos dando aula em pé do lado de fora da cela, e depois conquistei a confiança do delegado e fui para o patio debaixo de sol e chuva, sob uma pequena marquise. Eu era feliz e não sabia!

A segurança que era feita por 2 agentes e agora são mais de 30 por plantão fora o pessoal de apoio administrativo.

Alegam não ter condições da escola funcionar pois, tem que se contruir um tunel para os alunos terem acesso ao anexo onde poderá ser a escola.

Enquanto isso o ano letivo se esvai, e a minha saúde fisica e emocional também, de imaginar nos sonhos dos meus alunos de terem o acesso ao diploma como a Secretaria de Estado da Educação já certificou com o diploma do ensino fundamental (antiga 8ª serie) 7 recuperandos no final de março de 2009. Fora os inúmeros analfabetos que começaram a ler e escrever.

Todos os inúmeros projetos que demos inicio como o da Biblioteca (Cela de Leitura) comtemplado pelo Mininterio da Cultura como um Ponto de Leitura, recebemos agora no final de Julho, um computador quase mil livros novos, revistas estantes, cadeira giratória, puf's, (estão amontoados no canto da Secretaria Municipal de Educação).

Os escritores do Jornal Recomeço que aguardam anciosos para ver seus artigos publicados.
Demos inicio a mais projetos:

1-de redação sobre o PRE-SAL concorrendo á premios,

2-ao 3º concurso literatura para todos do MEC, este caducou agora 25 de agosto de 2009, concorrendo a premios também.

3- O do Meio Ambiente onde desenvolvia e estimulava com premios para a cela mais limpa do lado de fora, a campanha lixo no lixo para acabar com os roedores e insetos que rondavam a cadeia, e o aproveitamento das marmitex para confecção de diversas peças de artesanatos, mais noções de cidadania e terapia ocupacional.


4- Desenvolvia a auto estima e a prática da escrita e leitura com dois concursos de prosa ou poesias um no mês de maio com o tema família e outro no mês de dezembro estimulando todos a concorerem e premiando os tres primeiros lugares que eram classificados pela equipe do PROLER da Prefeitura Municipal de Cataguases. Onde todos ganhavam no final bomboms e material de higiene pessoal que a comunidade local sempre participou com doações expressivas.

Sempre sonhei com uma sala de aula com um ambiente alfabetizador, poder passar os inúmeros videos que ganhamos do MInC.

Um comentário:

Edson Campos disse...

Caro Amigo Paulo Lúcio.
Não poderia passar sem informar aos leitores do Blog quanto a questão do apoio a uma possível candidatura do Celso Cota.
Em primeiro lugar, os componentes do Grupo Aliança não estão obrigados a apoiar ninguém e sim estão livres para expor seus pensamentos e declarar seu desejo de apoiar quem quer que seja. O que ocorre, é que o Grupo se reúne e discute sobre a possibilidade do apoio sendo a vontade da maioria, seguimos em frente.
Não podemos confundir "rabo preso" com compromisso, talvez você não consiga fazer essa comparação por não conhecer essa diferença, uma vez que em Cataguases isso é coisa rara.
Como já fiz várias vezes, o convido a nos fazer uma visita no escritório do Grupo Aliança, o qual está aberto a todos que queiram "discutir" assuntos relevantes e consistêntes que possam levar nossa cidade a um patamar digno na posição política estadual e Federal.
Lembro que o Grupo Aliança é o único de fato e que está aberto a todos, lembrando que esta iniciativa contempla a pessoa e seus pensamentos, não dando espaço para atitudes que façam quem quer que seja ficar de "rabo preso".
Penso que não entendeu ou desconhece o real significado e os objetivos do grupo Aliança Cataguases.